2014/04/24

Na vida é como na gastronomia: uns gostam de pitas; outros preferem garotos.
Cada um come o que gosta, ao som de Eles comem tudo (Zeca Afonso).

2014/04/23

Quem é que ainda não reparou no novo rapaz do Cornetto?

 (Nicolás Conorado, modelo e ator espanhol)
Se o anúncio de tv já nos deixa de água na boca, no filme completo desta história de "vi-te no autocarro", confirma-se, ele é uma maraviglosa criatura (gostei da versão italiana, mas há também uma muito boa em inglês e uma... com o David Carreira!).
Consta que é só o primeiro capítulo de uma história que vai durar o verão inteiro.

2014/04/22

Ouvi dizer que: "Nunca deves esquecer o que és, pois os outros não o esquecerão; assim poderás usá-lo como armadura, e nunca poderá ser usado contra ti.".
As armaduras do que somos, ao som de I am what I am (Gloria Gaynor).

2014/04/21

TIAGO BETTENCOURT
Andamos todos a pagar por aquilo que não fizémos, e o Tiago escreveu esta canção lindíssima que não podia ser mais apropriada para nos retratar e ao estado do nosso país, em especial nesta semana em que se assinalam os 40 anos do 25 de abril.
O vídeoclip foi "construido" com cerca de 80 pequenos vídeos enviados pelos seus fans e é, no mínimo, muito original.


Há cerca de 1 mês, o Tiago Bettencourt apresentou esta canção na sua página de Facebook, com estas palavras:

"Esta canção é muito simples. Não tem grandes metáforas, nem segundos sentidos. Escrevi-a para mim, porque um dia acordei e percebi que já há uns tempos que me sentia a sofrer as consequências de uma jogatana qualquer com a qual eu não tive nada a ver. Lembrei-me de quando estava na primária, quando um coleguinha qualquer lá na turma fazia uma tolice às escondidas e a professora dizia: se ninguém se acusa ficam todos de castigo! O coleguinha nunca se acusava... e ficávamos todos de castigo. Esta canção não fala só de um coleguinha. Fala de muitos coleguinhas que ao longo de muitos anos fizeram muitas tolices. Coleguinhas por Portugal inteiro, em todas as áreas da sociedade, não só na política mas quase sempre debaixo da sua alçada. Esta música fala de desonestidade, de falta de respeito e amor pelo nosso país, o que quer dizer, pelo próximo. Mais nada."

2014/04/20

"Vestir a camisola."
Expressão (que podia ser) gay.

2014/04/19

Aos fins-de-semana sou forçado a ver o DisneyChanel e, por conseguinte, obrigado a saber quem são o Austin e a Ally, a Jessie, a Violetta... e o Tomás (Pablo Espinosa)...
E ainda dou por mim a cantarolar isto...

2014/04/18

Hoje decidi recuperar uma tradição da minha infância.
Sou da Caparica (coelhos, aqui estou eu a falar um pouco mais de mim :p), terra de praias e de raízes piscatórias. Na Sexta-feira Santa, na qual, por tradição cristã, não se come carne, existe por aqui o hábito de se ir apanhar mexilhão nos pontões das praias, em particular na zona da Trafaria. Durante toda a minha infância o meu pai levava-nos até à Cova do Vapor, um pequeno lugarejo, ali onde o rio encontra o oceano, e passávamos parte da manhã a brincar na praia enquanto os mais velhos apanhavam os ditos mexilhões, lapas e percebes. No meu bairro era raro o vizinho que não cumprisse a tradição, por isso, quando deixámos de o fazer, havia sempre alguém que nos oferecia alguns desses moluscos.
Hoje, pela manhã, combinei com a princesinha uma ida à praia (já tinha verificado previamente a hora da baixa-mar); levámos a "tralha" do costume (patins em linha, bola, raquetes...) e algum material necessário para a escala na Cova do Vapor; deliciei-me logo na chegada àquele pitoresco lugar, onde não ia há cerca de 20 anos, e que, embora enquadrado por uma paisagem que consegue ser magnífica, continua repleto de verdadeiras pérolas da arquitetura clandestina, como a "Boutique Jeitosas", a "Vivenda tudo ou nada" ou a "Casinha da Natália"; surpeendi-me igualmente com a quantidade de pessoas que ainda cumpre a tradição. A meio da manhã uns já se iam embora, enquanto outros, como nós, chegavam ao pontão. Ainda apanhámos umas molhas, porque a maré já estava a subir, desfrutámos das vistas para a lindíssima zona da Barra e voltámos a casa com um saco de mexilhões. A caminho do carro já a princesinha me dizia que no dia seguinte queria voltar à Cova do Vapor. Divertiu-se tanto como eu me divertia em criança.
À tarde voltámos à praia, mas desta feita à Costa para o plano primeiro: andar de patins no paredão, jogar à bola, jogar raquetes, fazer o pino, apanhar banhos de sol... :)
A tradição ainda é o que era, ao som de Sol da Caparica (Peste & Sida).